Sábado, manhã chuvosa em Vitória da Conquista, fui acordado com a notícia do falecimento da minha avó materna. Por mais, que a morte seja algo inevitável e ser este o destino de todos, sempre dói perder alguém que você ama. Ver todos tristes, chorando, ver sua mãe que a menos de três meses perdeu o pai, sofrer agora com a perda da mãe. Ver seus tios, tias, primos e primas condolentes... seus amigos e conhecidos te olhando num mix de pena e zelo. Chorei, quando olhei para minha mãe, meu pai e irmã... quando ouvi minha irmã avisando a tia Francisca (irmã de vó Lena), quando foi velada e depois lá no cemitério.
Dona Helena Rosa Brito, para mim, simplesmente vó Lena. Paro um instante e penso em todos os momentos que passei com ela, todas as nossas conversas... Pôxa, o que fazer agora quando for na casa de vó Lena? Não mais a verei sentada no sofá, encostada na janela, andando pela casa, me dando aquele abraço gostoso.
Me lembro, na minha longínqua memória de infância, de tantas coisas. De quando meu primo Leonardo caiu em cima do centro na sala e vó nos levou para o hospital. Ou de tantas manhãs que me buscou na escola, lembro que voltava com Leo correndo e vó segurando na mão dele, passando pelo jardim do bairro. Quando ia na casa dela e sempre dizia: "Pode entrar no quarto, Anselmo está aí dentro"... Nossa, ela trazia merendas gostosas. Sinto o cheiro do pão esquentado na chapa.
Boa de papo, sabia de tudo e de todos. Formada na faculdade da vida, Deus lhe abençoou com uma alma bela e uma mente esperta, manhosa nos últimos tempos, mas sábia mulher era esta que criou uma legião de filhos, netos e bisnetos...
Seu abraço, acho que sempre vou sentir falta do seu abraço. Do cabelo liso, dos vestidos alvinhos devido a prática, afinal sustentou a família lavando roupa para os outros. Que construiu uma linda história, cheia de risos e alegrias. Mas agora enquanto escrevo este texto, pouco riso surge no meu rosto, não consigo parar de chorar.
Toda avó é única, mas algumas são realmente especiais. Muito me dói, saber de algumas coisas que aconteceram em seus últimos anos de vida. Sei que tinha muito amor da família, mas não sei se era suficiente para uma pessoa como ela.
A última lembrança? Dolorosa lembrança, não se apagará jamais. A umas três semans ela ficou 3 dias aqui em casa, antes de ir para o hospital. Beijei, bajulei, dei carinho para quem sempre me deu felicidade. Fui reprimido, mas não me arrependi.
Hoje no velório, foi triste ver meu primo Anselmo chorando. Vó Lena era nossa avó, mas pra ele sempre foi uma mãe. Afinal foi ela que o criou, que dava tudo, que fazia uma papel de mãezona... No cemitério, começou a chover, na despedida de vó Lena, a tradicional neblina da cidade surgiu, parecia um clipe da banda Evanescense, mas era real. Uma dolorosa realidade.
Agora resta a saúdade, hoje de madrugada, sem saber do que iria acontecer, olhando albuns de fotos scaneei uma foto dela ao lado da minha outra vó, vou colocar a foto abaixo, não como uma lembrança, pois estas tenho em mente... mas como uma homenagem à quem nasceu, cresceu e construiu uma vida e sempre me deu amor e paz.
Te amo Vó Lena, sempre te amarei...
Dona Helena Rosa Brito, para mim, simplesmente vó Lena. Paro um instante e penso em todos os momentos que passei com ela, todas as nossas conversas... Pôxa, o que fazer agora quando for na casa de vó Lena? Não mais a verei sentada no sofá, encostada na janela, andando pela casa, me dando aquele abraço gostoso.
Me lembro, na minha longínqua memória de infância, de tantas coisas. De quando meu primo Leonardo caiu em cima do centro na sala e vó nos levou para o hospital. Ou de tantas manhãs que me buscou na escola, lembro que voltava com Leo correndo e vó segurando na mão dele, passando pelo jardim do bairro. Quando ia na casa dela e sempre dizia: "Pode entrar no quarto, Anselmo está aí dentro"... Nossa, ela trazia merendas gostosas. Sinto o cheiro do pão esquentado na chapa.
Boa de papo, sabia de tudo e de todos. Formada na faculdade da vida, Deus lhe abençoou com uma alma bela e uma mente esperta, manhosa nos últimos tempos, mas sábia mulher era esta que criou uma legião de filhos, netos e bisnetos...
Seu abraço, acho que sempre vou sentir falta do seu abraço. Do cabelo liso, dos vestidos alvinhos devido a prática, afinal sustentou a família lavando roupa para os outros. Que construiu uma linda história, cheia de risos e alegrias. Mas agora enquanto escrevo este texto, pouco riso surge no meu rosto, não consigo parar de chorar.
Toda avó é única, mas algumas são realmente especiais. Muito me dói, saber de algumas coisas que aconteceram em seus últimos anos de vida. Sei que tinha muito amor da família, mas não sei se era suficiente para uma pessoa como ela.
A última lembrança? Dolorosa lembrança, não se apagará jamais. A umas três semans ela ficou 3 dias aqui em casa, antes de ir para o hospital. Beijei, bajulei, dei carinho para quem sempre me deu felicidade. Fui reprimido, mas não me arrependi.
Hoje no velório, foi triste ver meu primo Anselmo chorando. Vó Lena era nossa avó, mas pra ele sempre foi uma mãe. Afinal foi ela que o criou, que dava tudo, que fazia uma papel de mãezona... No cemitério, começou a chover, na despedida de vó Lena, a tradicional neblina da cidade surgiu, parecia um clipe da banda Evanescense, mas era real. Uma dolorosa realidade.
Agora resta a saúdade, hoje de madrugada, sem saber do que iria acontecer, olhando albuns de fotos scaneei uma foto dela ao lado da minha outra vó, vou colocar a foto abaixo, não como uma lembrança, pois estas tenho em mente... mas como uma homenagem à quem nasceu, cresceu e construiu uma vida e sempre me deu amor e paz.
Te amo Vó Lena, sempre te amarei...








